sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Basquete de rua

            O streetball, conhecido no Brasil como basquete de rua, surge nos guetos novaiorquinos na década de 70. Segundo Oliveira Filho (2006), o streetball emergiu nas praças e ruas dos bairros da periferia das grandes cidades americanas. O autor ainda afirma que as partidas eram feitas em quadras abertas, parques, embaixo de viadutos, mas sobretudo na rua. O streetball surge no mesmo lugar e ao mesmo tempo em que o movimento hip hop dava seus primeiros passos, pois segundo Jesus e Votre (2012) o basquete de rua está associado ao movimento hip hop e geralmente é praticado ao som do rap.
Segundo Canan e Silva (2013), o basquete de rua pode ser caracterizado sob duas concepções: prática informal do basquetebol tradicional; ou prática própria, que detém elementos do basquetebol tradicional, mas diferencia-se do mesmo em alguns aspectos, possuindo signos e códigos próprios. De acordo com Jesus e Votre (2012) são utilizadas as regras básicas do basquete convencional. Mas há diferenças como por exemplo: é jogado apenas em meia quadra, tendo apenas uma tabela (OLIVEIRA FILHO, 2006).
O street ball  possui como principal característica os movimentos, que se tornam mais importantes do que a marcação da própria cesta (JESUS, VOTRE, 2012). No basquete de rua predomina o caráter lúdico do jogo, com a liberdade de movimentos e improvisação, o que é pouco admitido no basquete tradicional (SILVA, CORREIA, 2008). Segundo Jesus e Votre (2012) são mais valorizados o estilo, a habilidade e a criatividade do jogador do que a altura para o jogo, pois as jogadas de efeito são o ponto alto do esporte, com o uso de recursos para “desconsertar” o adversário.
Atualmente a modalidade conta com inúmeros praticantes e, com competições nacionais e internacionais. Podemos citar como exemplo a liga internacional de basquete de rua, que foi denominada de Reis da Rua. Segundo Jesus e Votre (2012), a liga foi criada em 2009, pela CUFA (Central Única das Favelas). Os autores ainda relatam que o campeonato nacional contempla o público feminino e juvenil, porém ainda em menor número em relação as equipes masculinas.



Referências

OLIVEIRA FILHO, A. História do streetball. Rio de Janeiro, dezembro, 2006.

JESUS, A.C.A.; VOTRE, S. Basquete de rua na cidade do Rio de Janeiro. Pensar a Prática, v.15, n.4, p.933-947, dez 2012.

CANAN, F.; SILVA, R.V. Considerações histórico-sociológicas acerca do basquete de rua e suas possíveis relações com a educação física escolar. Caderno de Educação Física e Esporte, v.11, n.1, p.65-77, jun 2013.

SILVA, C. A. F.; CORREIA, A. M. Espetáculo e reflexividade: a dimensão estética do basquete de rua. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 30, n. 1, p. 107-122, 2008.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O judô e suas técnicas.

    A criação do judô aconteceu em 1882, por Jigoro Kano (BARSOTTINI, GUIMARÃES, MORAIS, 2006). Segundo Santos (1992) o judô é uma modalidade esportiva que foi edificada em bases filosóficas, essas bases são de grande valor na formação do indivíduo (BARSOTTINI, GUIMARÃES, MORAIS, 2006). Soares (2003) vai adiante, e relata que para um judoca conseguir vitórias rápidas, além de possuir experiências em situações da vida, necessita de técnicas perfeitas para a execução do golpe.
    Segundo Franchini e Sterkowicz (2003), durante o período da luta os competidores tentam obter pontos por meio de diversas técnicas, agrupadas em: 1) Nague-waza (técnicas de arremesso) – Ashi-waza (técnicas de perna), Te-waza (técnicas de braço), Koshi-waza (técnicas de quadril), Sutemi-waza (técnicas de sacrifício); 2) Katamewaza (técnicas de controle; combate no solo) – Ossae-waza (técnicas de imobilização), Shime-waza (técnicas de estrangulamento) e Kansetsu-waza (técnicas de chave articular) (MATSUMOTO, 1996). Porém conforme o estudo de Barsottini,Guimarães e Morais (2006), os profissionais do judô. vêm observando uma alteração crescente nas técnicas que tem gerado adaptações na biomecânica dos golpes. 
    Para o aprimoramento da técnica, Santos (1992) afirma que necessita de movimentos repetidos numa cadência rápida sobre um adversário estático. Essas repetições geram uma maior variação de técnica, que resultam por consequência em ippon   (FRANCHINI, STERKOWICZ, 2003). Porém os repetidos movimentos, como afirma Soares (2003), pode gerar lesões.
    Para evitar lesões, visando o aprimoramento das técnicas, é necessário realizar novos estudos, tendo em vista que a literatura ainda é escassa em relação ao assunto. Porém o número de adeptos, diferente dos estudos, vem crescendo, principalmente em idades púberes e pré-púberes. Esse fenômeno pode ter sido impulsionado pelas conquistas olímpicas (BARSOTTINI,GUIMARÃES,MORAIS, 2006).  




Referência

BARSOTTINI, D.; GUIMARÃES, A.E.; MORAIS, P.R. Relação entre técnicas e lesões em praticantes de judô. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.12, n.1, fev 2012.

FRANCHINI, E.;STERKOWICZ, S. Tática e técnica no judô de alto nível (1995-2001): considerações sobre as categorias de peso e os gêneros. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v.2, n.2, p.125-138, 2003.

SANTOS, S.G. A influência da prática do judô na postura de atletas dosexo masculino do estado do Paraná. Kinesis,v.1, n.10, p.123-141, 1992.

SOARES, S.T.M. Trabalho preventivo para lesões de ombro e cintura escapular e, atletas amadores de judô. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v.11, n.1, p.29-34, jan 2003.





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A importância da recepção no ataque do voleibol

A análise da performance desportiva no âmbito dos jogos coletivos, sustentada na interpretação de indicadores de rendimento, possibilita efetuar avaliações técnicas e táticas (HUGHES, 2004). Mesquita (2005) relata que os estudos mais recentes têm vindo a dar maior importância à dimensão tática no desempenho das equipes e dos jogadores. Fernandes e Moutinho (1996) afirmam que neste sentido, a análise da dinâmica funcional do jogo evidencia que os processos ofensivos assumem como determinantes no sucesso das equipes, não sendo o voleibol uma exceção.
Os processos ofensivos do voleibol iniciam-se na recepção, na qual a mesma possui a finalidade de se poder construir um ataque, apresentando características de carácter defensivo e de carácter ofensivo (DOTTAX, 1987). González et al (2002) afirmam que a recepção pode ser o primeiro procedimento na construção de uma jogada ofensiva. Concordando com os autores anteriores, Selinger (1986) trás a recepção como sendo o ponto de partida para o ataque. A recepção possui essa importância no ataque, pois segundo João (2004) uma recepção correta possibilita ao distribuidor (levantador) maior diversidade de opções para o passe, o que resulta numa maior vantagem para a construção do ataque.
No caso de uma recepção imperfeita, o distribuidor opta normalmente por soluções de menor risco (FRÕHNER, 1997). Para João (2004) a ocorrência de recepções fracas, produzem ataques de qualidade inferiores ao esperado. Em contrapartida, o autor afirma que quando a recepção é muito boa, a criação de oportunidades de elevada qualidade também é significativamente superior ao esperado. Ou seja, a obtenção de sucesso no ataque está dependendo da qualidade da recepção (ALBERDA, 1998).
Segundo Cavalheiro e Tavares (2003) a qualidade da recepção é decisiva para a qualidade do ataque.  João (2004) no seu estudo, afirma que uma recepção de excelente qualidade provoca efeito de ponto. Podemos concluir então, que a qualidade do primeiro toque (recepção) está ligada diretamente com o sucesso da finalização.



Referências

HUGHES, M. Performance analysis: a 2004 perspective. International Journal of Performance Analysis in Sport, Cardiff, v.4, p.103-9, 2004.

Alberda, J. (1998). Side Out - Regain the Serve to Score a Point!. The Coach, 3: 24- 30. Federation Internationale de Volleyball.

FERNANDES, S.; MOUTINHO, C. A importância relativa da eficiência dos procedimentos de jogo na prestação competitiva de uma equipa de voleibol de rendimento. In: MOUTINHO, C.; PINTO, D. (Ed.). Estudos CEJD1. Porto: FCDEFUP, 1996. p. 72-77.

Fröhner, B. (1997). Voleibol, Juegos para el entrenamiento. Argentina: Editorial Stadium. 
Garcia, D. (1998) Quelcom más que un defensor. 7 Voleibol nº 1, 17- 18.
MESQUITA, I. A contextualização do treino no Voleibol: a contribuição do construtivismo. In ARAÚJO, Duarte (Ed.). O Contexto da decisão: a acção táctica no desporto. Lisboa: Visão e Contextos, 2005. p. 355-378.

Dottax, D (1987) Volley-ball du smash au match. Editions Vigot, Paris

Gonzalez, C.; Urena, A.; Santos, J.A.; Llop, F. y Navarro, F. (2002). El Libero, análisis de las características de su juego en la competición de voleibol. Motricidad, 8, 141- 160.
Selinger, A. (1986). Power Volleyball._St. Martin's Press. New York
João, P. (2004). Efeitos da qualidade da recepção do serviço na efectividade do ataque. Estudo comparativo da prestação dos jogadores líbero e recebedores prioritários em equipas de elevado rendimento competitivo no voleibol. Tese apresentada às provas de Mestrado de Alto Rendimento no ramo de Ciência do Desporto. FCDEF-UP.

Cavalheiro, J. e Tavares, F. (2003). A influência da eficiência da manchete sobre a eficácia da recepção do serviço, no jogo de voleibol. In I. Mesquita; C. Moutinho e R. Faria (Eds). Investigação em Voleibol. Estudos Ibéricos: 262 – 279 FCDEF-UP.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A relação entre os esportes Paralímpicos e a Mídia

A relação entre os esportes Paralímpicos e a Mídia

O primeiro registro de esportes que incluíram pessoas com deficiência aconteceu em 1918, na Alemanha (MACHADO, 2012). Porém o autor afirma que a grande expansão ocorreu somente depois da Segunda Guerra Mundial, por conta do grande número de ex-combatentes que ficaram mutilados ou com lesões na coluna vertebral. Alguns desses ex-combatentes realizaram os primeiros jogos, que ocorreu em 1948, em Londres.
            Apesar de os esportes paralímpicos terem ganho diversos adeptos, e os jogos inúmeros competidores, alguns países, assim como o Brasil, encontram-se com problemas para o surgimento de novos talentos paralímpicos, tendo em vista que a divulgação desta forma de esporte ainda não é ideal, assim como a oferta de práticas (MARQUES et al, 2013). Os autores afirmam que o esporte paralímpico ainda não é usual no dia-a-dia o que dificulta atingir o interesse de novos atletas e da mídia. Os próprios atletas já praticantes mostram-se insatisfeitos com a divulgação midiática (MARQUES et al, 2014).
            Alguns autores julgam o esporte paralímpico como sendo de risco para a mídia, pois de acordo com Purdue e Howe (2012) seria uma dificuldade o público relacionar o esporte com o alto rendimento, devido a uma relação muito forte com a perspectiva da reabilitação e inclusão. Apesar de toda insatisfação, Marques et al (2014) mostram que alguns atletas manisfestam uma percepção otimista. Segundo Marques et al (2013) a visibilidade do movimento paralímpico cresceu após 2004, principalmente da mídia televisiva.
            Percebe-se que está realmente ocorrendo um avanço na relação dos esportes paralímpicos com a mídia, no momento em que a maior emissora do Brasil exerceu uma grande cobertura nos jogos de 2008, porém ainda através do seu canal por assinatura específico para esportes (MARQUES et al, 2013). No estudo de Marques et al, (2014) os atletas relatam que estão descontentes com a frequência da divulgação, além da denúncia de que, quando ela ocorre é de modo superficial, com foco em grandes eventos, ou apenas nos resultados positivos. Esse fato relatado pelos atletas ficou claro nos últimos jogos Parapan-Americanos 2015, no qual apenas os destaques foram divulgados, sendo que o Brasil foi o campeão da competição.



Referências

MACHADO, R.B. Paralimpíadas e Mídia: o crescimento das políticas de inclusão. Caderno de Comunicação, v.16, n.2, p.375-388, dez 2012.
MARQUES, R.F.R; GUTIERREZ, G.L.; ALMEIDA, M.A.B. et al. Mídia e o movimento Paralímpico no Brasil: relações sob o ponto de vista de dirigentes do Comitê Paralímpico Brasileiro. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v.27, n.4, p.583-596, dez 2013.
MARQUES, R.F.R; GUTIERREZ, G.L.; ALMEIDA, M.A.B. et al. A abordagem midiática sobre o esporte paralímpico: o ponto de vista de atletas brasileiros. Revista Movimento, v.20, n.3, p.989-1015, set 2014.
PURDUE, D. E. J.; HOWE, P. D. See the sport, not the disability: exploing the Paralympic paradox. Qualitative research in sport, exercise and health, v.4, n.2, p.189-205, 2012.


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Motivos benéficos para a adesão do surfe

Motivos benéficos para a adesão do surfe

        A busca por atividades de aventura na natureza, desponta a cada dia mais, impulsionada pelo desejo de experimentar algo novo, emoções prazerosas (ROMARIZ, GUIMARÃES e MARINHO, 2011). Segundo Feixa (1995), a possibilidade de maior presença de estímulos e sensações de prazer nas modalidades em contato direto com a natureza, quando comparadas a outras atividades realizadas em instalações esportivas convencionais, tendo em vista as características apresentadas por tais vivências. Dentre essas atividades de aventura no meio natural, encontra-se o surfe.
        Atualmente o número de praticantes dessa modalidade vem aumentando, de acordo com Amaral e Dias (2008) estima-se que mais de dois milhões de pessoas tenham o surfe como um hábito de lazer no Brasil. Os autores ainda relatam que segundo uma empresa de pesquisa o surfe é o quarto esporte mais praticado no país. Esse grande número de adeptos se dá pelo fato de o surfe ser uma atividade divertida para todas as idades e tipos de praticantes (GUIMARÃES, 2011), possuindo características de inclusão.
Amaral e dias (2008), em sua pesquisa, relata que os principais meios de acesso ao surfe são através da família, dos amigos, seguido da interferência das escolas de surfe e, indiretamente também da mídia. Os autores ainda afirmam que o motivo para adesão se dá por conta do contato com a natureza, ter saúde e bem-estar, estar com os amigos, superar desafios, e etc. Por esses motivos muitas pessoas olham para o surfe não como uma atividade que realizam para perder peso, ou melhorar a forma física, mas sim como um estilo de vida (MACEDO, 2007).
Além dos benefícios sociais e psicológicos já citados, os fatores físicos também estão presentes no surfe, pois segundo Guimarães (2011) a modalidade quando praticada regularmente, melhora a força, a resistência muscular, aprimora a concentração, tempo de reação e movimento de equilíbrio, se tornando mais um fator positivo para adesão ao surfe.



Referência

AMARAL, A.V.; DIAS, C.A.G. Da praia para o mar: motivos á adesão e á prática do surfe, Licere, v.11, n.3, p.1-22, dez 2008.
FEIXA, C. La aventura imaginaria: una visión antropológica de las actividades físicas de aventura en la natureleza. Apunts: educación física y deportes, n. 41, p. 6-8, 1995.
GUIMARÃES, R.E. Análise do contributo do surfe para o estilo de vida dos seus praticantes. 2011. 118 f. Dissertação (Mestrado de Ciências do Desporto) - Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Porto. 2011.
MACEDO, J. (2007). Livro 7. Como ser surfista. (3ª edição). Lisboa: Prime Books.
ROMARIZ, J.K.; GUIMARÃES, A.C.A.; MARINHO, A. Qualidade de vida relacionada à prática de atividade física de surfistas. Revista Motriz, v.17, n.3, p.477-485, set 2011.


Jogo Roubado

Jogo Roubado
A caçã aos responsáveis pela manipulação de resultados de partidas de futebol.
Autor: Brett Forrest


“...Uma operação chamara A última aposta abalou a Federação Italiana de Futebol, uma vez que quinze clubes e 24 jogadores, técnicos, árbitros e funcionários foram implicados em corrupção de resultados.
A polícia turca prendeu aproximadamente cem jogadores, enquanto a Federação Turca de Futebol excluiu seu clube, o Fenerbahçe, da Liga dos Campeões da Uefa, questionando a forma como a equipe conseguiu vencer dezoito dos últimos dezenove jogos e levar o título nacional. A Associação de Futebol do Zimbábue baniu oitenta jogadores da seleção nacional com base na suspeita de fraude de resultados. Lu Jun, o primeiro árbitro chinês a apitar um jogo da Copa do Mundo, foi preso por cinco anos e meio por aceitar subornos no valor total de 128 mil dólares, reforçando o significado do seu apelido, “Apito de ouro”.
Na Coreia do Sul, promotores acusaram 57 pessoas por fraude de resultados; dois jogadores cometeram suicídio posteriormente, em vez de enfrentar a situação. Dois árbitros brasileiros receberam ordem de prisão e a Confederação Brasileira de Futebol foi multada em 8 milhões de dólares por sua participação em uma série de jogos manipulados. Logo depois de oito estonianos receberem uma suspensão de um ano, um tribunal processou outra dúzia por corrupção. A polícia alemã gravou criminosos croatas discutindo por telefone seus planos por corromper jogos no Canadá. O presidente Associação de Futebol da China atualmente cumpre pena em uma colônia penal específica para corrupção de resultados de jogos de futebol. A polícia húngara prendeu mais de cinquenta pessoas por corrupção e o diretor de um clube se suicidou quando foi descoberto. Os tchecos estão processando dois árbitros por corrupção. A esquipe nacional cambojana manipulou sua própria derrota numa série de dois jogos com o Laos, que classificava um dos times para Copa do Mundo de 2014.
Macedônia é tão corrupta que raros agentes aceitam apostas em jogos do campeonato nacional. Os executivos de um clube búlgaro, o Lokomotiv Plovdiv, exigiram que seus jogadores, proprietários de times e técnicos fizessem um teste do detector de mentiras após um jogo perdido. Jogadores, proprietários de times e agentes de apostas georgianos estão atrás das grades por corrupção de resultados. Na Malásia, algumas dezenas de jogadores estão atualmente sobre custódia. Sabe-se que árbitros do Quênia, do Líbano e da Tanzânia tiveram participação nesses tipos de arranjos. O Níger possui o árbitro mais corrupto de todos. Autoridades da Polônia processam uma dúzia de jogadores por corrupção. O governo russo estabeleceu um comitê para erradicar esse tipo de crime de resultados de suas ligas. O primeiro-ministro de Belize ordenou uma investigação de manipulação de resultados sobre o chefe da associação de futebol do país.
O crime organizado na China e na Itália teve a liga belga como alvo durante anos. A liga da Bósnia é alvo de criminosos do próprio país. A Suíça baniu nove jogadores acusados de manipulação de resultados...Dois escândalos abalaram o futebol inglês no outono de 2013, um deles envolvendo uma quadrilha de Cingapura, e o outro um ex-jogador da Premier League. A Alemanha está levando adiante o processo do caso mais famoso de manipulação de resultados, em Bochum, que revelou que uma rede criminosa de corruptores tem afetado o futebol em todos os cantos do mundo na maior parte da última década.
Será que a situação está tão ruim assim? Sem dúvida alguma...”


Um livro recomendado para leitura de todos os fãs do futebol. Após o término do livro, com certeza iremos ter o mesmo pensamento sobre “aquela” partida perdida de modo inexplicável. Se minha opinião conta para vocês leitores, concordo com o Brett Forrest, sem dúvida alguma que a situação do futebol está lamentável.

Lesões no Handebol

Lesões no Handebol

Segundo Hespanhol Junior et al (2012), o handebol é um esporte que propicia movimentos de corridas, saltos e arremessos, tendo como objetivo, a marcação de gols. Para alcançar este objetivo os atletas devem combinar técnicas ofensivas, tendo como exemplo o passe, a recepção, a finta e o arremesso (REIS, 2006). Em oposição os atletas que defendem, utilizam técnicas defensivas para evitar o gol, podendo citar como exemplo o deslocamento, o bloqueio e a marcação (HESPANHOL JUNIOR, 2012). Porém os atletas de ambos os lados,  tanto para alcançar, quanto para evitar o gol, ficam  em constante contato físico, tornando o handebol um esporte de grandes e constantes colisões.
De acordo com Roquette (1994), os frequentes impactos, são os grandes vilões dos atletas cujo as modalidades possuem fundamentos impactantes. Esses esportes, incluindo o handebol, geralmente envolvem situações de colisões do corpo contra uma superfície externa fixa (ex: queda no solo), e colisões do corpo em movimento com outro corpo (SANTOS et al, 2007). Os autores então afirmam que neste sentido, os esportes que contêm fundamentos que exigem impacto, são aqueles nos quais os praticantes estão mais suscetíveis a lesões.

No caso do handebol esse impacto contra o solo é um dos principais causadores de lesões, seguido pela finta, a marcação, entre outros. Esses causadores citados fazem com que as lesões nos membros inferiores sejam prevalentes, variando entre 11,9% a 67%, contra 7,5% a 40% dos membros superiores (WEDDERKOPP et al., 1997; ASEMBO; WEKESA, 1998). As principais lesões são entorses de tornozelo e as ligamentares do joelho (SANTOS et al, 2007). No caso dos membros superiores, a maioria das lesões ocorrem no ombro, por conta do número excessivo de arremessos realizados pelos atletas (EJNISMAN et al, 2001).

REFERÊNCIAS

ASEMBO, J. M.; WEKESA, M. Injury pattern during team handball competition in east Africa. East African Medical Journal, v. 75, n. 2, p. 113-6, fev 1998.
EJNISMAN, B.; ANDREOLI, C.V. et al. Lesões músculo-esqueléticas no ombro do atleta: mecanismo de lesão diagnóstico e retorno à prática esportiva. Revista Brasileira de Ortopedia, v.36, n.10, p.389-393, 2001.
HESPANHOL JUNIOR, L.C.; GIROTTO, N.; ALENCAR, T.N. et al. Principais gestos esportivos executados por jogadores de handebol. Revista Brasileira de Ciência do Esportes, v.34, n.3, p.727-739, set 2012.
REIS, H. H. B. O ensino do handebol utilizando-se do método parcial. Efdeportes, v. 10, n. 2, fev 2006.
ROQUETTE, J. Sistematização e análise das técnicas de controle das quedas no judô. Revista Ludens, v.14, n.2, p.45-53, jun 1994.
SANTOS, S.G.; DETANICO, D.; GRAUP, S. et al. Relação entre alterações posturais, prevalência de lesões e magnitudes de impacto nos membros inferiores em atletas de handebol. Fitness & Performance, v.6, n.6, p.388-393, dez 2007.
WEDDERKOPP, N. et al. Injuries in young female players in European team handball. Scandinavian Journal of Medicine & Sciences in Sports, v.7, n. 6, p. 342-7, dez 1997.



Os benefícios da natação para crianças asmáticas.

 Os benefícios da natação para crianças asmáticas.

Nos últimos anos, houve um aumento significativo de doenças por problemas respiratórios, dentre essas doenças encontra-se a asma como a de maior incidências (CONTREIRA et al, 2010). Segundo Wicher, et al (2010) a asma é a doenças crônica mais comum na infância.
 Estudos observaram que pacientes com doença respiratória também tendem a mostrar menor tolerância a atividade física devido à dificuldade para respirar (CONTREIRA et al, 2010). Segundo Betio, Krebs e Keulen (2007), é indispensável a conscientização dos pais e crianças sobre a importância da atividade física para o desenvolvimento dos aspectos físicos, cognitivos, emocionais, sociais e motores, auxiliando no tratamento da asma. Neste contexto, Contreira et al (2010) destacam que os exercícios físicos podem ser classificados como “mais asmagênicos” (provocadores de crises), entre eles a corrida, o andar de bicicleta, entra outros, e os “menos asmagênicos”, como a natação.
A natação tem sido recomendada como o esporte ideal no manejo de crianças e adolescentes com asma (WICHER et al, 2010). Esta atividade é a mais recomendada por proporcionar um ambiente úmido e adequado ao bom funcionamento da função respiratória e ventilação pulmonar, reeducação diafragmática, fortalecimento da musculatura respiratória e corporal geral e prevenção de alterações na coluna vertebral (MOISÉS, 1993; WEISGERBER et al., 2003), além da natação proporcionar um aumento na capacidade aeróbia, melhora no condicionamento cardiovascular e na qualidade de vida (WICHER et al, 2010). Os autores ainda afirmam que a posição horizontal da natação é outro benefício, pois favorece um padrão respiratório mais adequados.
Dessa forma, concluímos que a prática da natação em suas diversas modalidades é preconizada para crianças asmáticas, pois exige adaptações na maneira de respirar, estimulando a correção das deformações que atingem a caixa torácica (CONTREIRA et al, 2010), trazendo benefícios instantâneos, e futuros.




REFERÊNCIAS

BETIO, J.; KREBS, R. J.; KEULEN, G. V. Atividade física para portadores de asma. Cinergis, v. 8, n. 2, p. 7­12, dez 2007.
CONTREIRA, A.R.; SALLES, S.M.; SILVAS, M.P. et al. O efeito da prática regular de exercícios físicos no estilo de vida e desempenho motor de crianças e adolescentes asmáticos. Revista Pensar a Prática, v.13, n.1, p.1-16, abr 2010.
MOISÉS, M. P. Atividades físicas e a criança asmática. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria dos Desportos, 1993.
WICHER, I.B.; RIBEIRO, M.A.G.O.; MARMO, D.B. et al. Avaliação espirométrica e da hiperresponsividade brônquica de crianças e adolescentes com asma atópica persistente moderada submetidos a natação. Jornal de Pediatria, v.86, n.5, out 2010.

WEISGERBER, M. C. et al. Benefits of swimming in asthma: effect of a session of swimming lessons on symptoms and PFTs with review of the literature. Journal of Asthma, v. 40, n. 5, p. 453­454, 2003.

O início da Capoeira - uma breve introdução da história

O início da Capoeira - uma breve introdução da história  
            
A capoeira iniciá-se com contradições, não possuindo uma exatidão. Sabino e Benites (2010) em seu estudo, afirmam que existem duas hipóteses, a primeira é que a capoeira  surge na África, e é trazida para o Brasil pelos africanos, a segunda hipótese é de que os escravos criaram a capoeira em solo brasileiro. Os autores ainda afirmam que a única certeza é de que ela surgiu durante a colonização brasileira, como uma maneira do escravo possuir uma arma para lutar pela sua liberdade e sobrevivência.
            Essa contradição existe pelo fato de não existir registros referente ao início da capoeira. Tais registros foram queimados pelo Ministro Ruy Barbosa, no governo de Deodoro da Fonseca. Este fato lamentável aconteceu por conta de o então presidente da república julgar a escravidão como sendo uma mancha na história do nosso pais. (PIRES, 2004; GONÇALVES JÚNIOR, 2009).
            Dois anos após a abolição da escravatura a capoeira é inclusa no Código Penal Brasileiro, Decreto nº 847 de 11 de outubro de 1890 (ALMEIDA, 1994; SILVA, 1995), passando a ser praticada principalmente por ex-escravos de forma clandestina (PIRES, 2004). Essa situação só é alterada na década de 30, onde o então Presidente Getúlio Vargas apresentava uma política populista, se mostrando favorável as manifestações populares, liberando então a prática da capoeira (PALHARES, 2007). A partir desse momento a capoeira é retirada do Código Penal podendo ser praticada em recintos fechados e com alvará de funcionamento expedido pela polícia (CAPOEIRA, 1996; VIEIRA, 1995).
            Apesar de possuir um início conturbado, e uma história de luta, a capoeira sobrevive, vencendo todas essas batalhas citadas no texto e diversas outras. Hoje podemos encontra-la sendo praticada em todo o mundo, por todas  as idades, todos os gêneros e cores.



REFERÊNCIAS

ALMEIDA, R.C.A. A saga do Mestre Bimba. Salvador: P&A, 1994.

CAPOEIRA, N. Capoeira: os fundamentos da malícia. 2. ed. Rio de Janeiro: Record,
1996.

GONÇALVES JÚNIOR, L. Dialogando sobre a capoeira: possibilidades de intervenção a partir da motricidade humana. Motriz, Rio Claro, v. 15, n. 3, p. 700-707, jul./set. 2009.

PALHARES, L.R. Educação e cultura popular: inclusão social pela capoeira. Licere, Belo Horizonte, v.10, n.3, p.1-15, dez 2007.

PIRES, A. L. C. S. A capoeira na Bahia de Todos os Santos: um estudo sobre a cultura e classes trabalhadoras (1890- 1937). Tocantins: NEAB; Grafset, 2004.

SABINO, T.F.P.; BENITES, L.C. A capoeira como uma atividade extracurricular numa escola particular: um relato de experiência. Motrivivência, v.22, n.35, p.234-246, dez 2010.

SILVA, G.O. Capoeira: do engenho à universidade. São Paulo: CEPEUSP, 1995.VIEIRA, L.R. O jogo da capoeira: cultura popular no Brasil. Rio de Janeiro: Sprint,
1995.